Jender Lobato se orgulha de nascer Caprichoso e da vida dedicada ao boi

131

“Durante esses 15 anos de minha profissão, eu devo muita coisa ao Caprichoso, porque o Caprichoso abriu muitas portas para mim”, disse Jender

 

Da Redação | CNA7
[email protected]

“Nascer Caprichoso é um privilégio. Tem pessoas que nasceram sem ter um boi e puderam escolher, mas eu já tive esse privilégio, primeiro, por ser morador da Francesa, da Feira do Bagaço, onde eu nasci e cresci. Segundo, porque a casa dos meus avós maternos era ali no ‘Esconde’, na Sá Peixoto, e dos meus avós paternos na Rio Branco, no Palmares”. Essa é a origem do candidato à presidência do Boi Caprichoso, o advogado Jender Lobato, 36 anos.

Ele confessa que a vontade de ser presidente do bumbá é ‘uma pavulagem de menino’. Experiência e conhecimento sobre o boi tem de sobra, por ter sido colaborador de várias gestões desde 2003, na parte jurídica, dos quais extraiu aprendizados de cada administrador. Jender Lobato afirma que cumpriu estágios desde quando começou a tocar na Marujada de Guerra, ainda na adolescência, até se tornar vice-presidente no triênio 2017/2019.

“Você começa a se interessar pelo boi desde muito pequeno. No curral (Zeca Xibelão), eu fui muito com minha mãe (Ana Adélia) e com meu pai (João Lobato). Eu corri muito pelo curral de chão batido e me escondia embaixo de mesas, com medo de barulho de foguetes. Na Paraíba, rua da casa dos meus pais, tinha muitos artistas do boi. Então, eu vivi muito intensamente o boi desde a minha infância. O tempo vai passando e você vai participando cada vez mais”, relembra.

Advogado há 15 anos, Jender Lobato foi assessor jurídico, coordenador da equipe de fiscais, viajou para captar jurados, participou da construção de sete títulos, dos quais destacam-se dois bicampeonatos e representou por 12 anos o bumbá na apuração, entre outras funções. Ele estava na fase de formação de na faculdade de direito quando recebeu o convite do saudoso ex-presidente, Cézar Oliveira, para cuidar da parte dos fiscais, junto com o juiz de direito, Mauro Moraes Antony, em 2003.

“Durante esses 15 anos de minha profissão, eu devo muita coisa ao Caprichoso, porque o Caprichoso abriu muitas portas para mim. E esse sucesso profissional que, modéstia parte eu tenho, eu devo uma parte disso ao Caprichoso, porque foi muito importante para eu conhecer pessoas boas. Nesses 15 anos, eu emprestei parte do meu tempo ao Caprichoso como assessor jurídico por muito tempo, tenho orgulho de fazer isso e nunca ter sido remunerado”, enfatiza.

Foto: Pitter Freitas