Hospital Ophir Loyola em Belém alerta sobre câncer colorretal

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A maioria dos pacientes chega ao Ophir Loyola para iniciar o tratamento com o tumor nos estágios III, localmente avançado, espalhado por mais de um tecido e causando comprometimento linfático

 

Da Redação | CNA7
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Exercícios e uma boa alimentação sempre fizeram parte da rotina de quem deseja ter uma vida saudável. Nos dias de hoje, muitas pessoas não conseguem ter estes hábitos, devido ao excesso de trabalho, alimentação fora do horário e sem qualidade. Algumas doenças ligadas ao sedentarismo e à nutrição inadequada atingem milhares de homens e mulheres, como é o caso do câncer colorretal, um tumor maligno que se desenvolve em partes do intestino grosso.

Exercícios e uma boa alimentação sempre fizeram parte da rotina de quem deseja ter uma vida saudável. Nos dias de hoje, muitas pessoas não conseguem ter estes hábitos, devido ao excesso de trabalho, alimentação fora do horário e sem qualidade. Algumas doenças ligadas ao sedentarismo e à nutrição inadequada atingem milhares de homens e mulheres, como é o caso do câncer colorretal, um tumor maligno que se desenvolve em partes do intestino grosso.

O chefe da cirurgia oncológica do HOL, Alessandro França, afirma que, na maioria dos casos, o câncer colorretal se origina a partir de um pólipo (crescimento anormal de tecido). Ele explica que a detecção é feita com a colonoscopia, um exame endoscópico que observa o intestino grosso e parte do íleo terminal (última porção da anatomia do intestino delgado). Por meio dele é possível a realização da coleta de material para biópsia e a retirada de pólipos antes de se transformarem em tumores malignos.

“Muitas pessoas têm preconceito em relação ao exame de colonoscopia e acabam chegando aqui no hospital com a doença em estágio avançado, além do que, neste tipo de câncer, os sintomas acabam aparecendo depois “, ressalta Alessandro França.

Chefe da Cirurgia Oncológica do Hol, Alessandro França, explica que a detecção da doença é feita pelo exame de colonoscopia. Foto: Ascom HOL

Pedro Paulo Carvalho, 59 anos, morador de Ananindeua, está internado no HOL em preparação para cirurgia de remoção do tumor. “Comecei a perceber que toda vez que me alimentava, precisava ir urgente ao banheiro. Isso começou em outubro do ano passado, então procurei um posto de saúde e eles começaram a investigar. Solicitaram uma colonoscopia, colheram material para biópsia e me encaminharam para cá para o hospital”.

A maioria dos pacientes chega ao Ophir Loyola para iniciar o tratamento com o tumor nos estágios III, localmente avançado, espalhado por mais de um tecido e causando comprometimento linfático; e IV, quando está espalhado para outros órgãos ou todo o corpo, a chamada metástase.

As principais alterações que devem chamar a atenção são a presença de sangue nas evacuações, alteração do hábito intestinal, diarreia ou constipação, fadiga, perda de peso, anemia crônica, dor abdominal, inchaço e sensação que não esvaziou o reto completamente. “Esses sintomas não são exclusivos do câncer colorretal, também podem estar associados a outras doenças. Portanto, se observado qualquer dos sintomas citados, um médico deve ser consultado para realizar um diagnóstico”, ressaltou França.

“Uma dieta rica em carne vermelha, embutidos e álcool aumenta o risco de incidência do câncer colorretal. A doença também está associada à obesidade e ao sedentarismo. A prática de exercícios regularmente, uma alimentação rica em fibras, frutas e legumes ajuda a prevenir o aparecimento deste tipo de câncer”, explicou.

O tipo de tratamento é definido com base no estágio em que a doença se apresenta, tamanho, localização e extensão do tumor. Os tratamentos incluem cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia em estágio inicial da doença, geralmente menos agressiva. Após isso, é necessário acompanhamento médico para monitoramento.