Estão vendendo “terror” sobre cortes nas universidades, diz deputado do Amazonas

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O deputado petista também disse ter recebido informações da Ufam e do Ifam que existem cortes atuais e que já estão prejudicando o funcionamento das instituições

 

Por Iram Alfaia, de Brasília

O deputado Delegado Pablo (PSL) diz que a oposição vende “terror pelo terror” sobre os cortes de verbas de 30% nos recursos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) que perdem, segundo as instituições, R$ 38 milhões e 26,6 milhões, respectivamente, dos seus orçamentos.

“A redução de gastos de 30% só vale no semestre que vem. Isso é para impedir que novos gastos sejam feitos e, com isso, a gente remaneje recursos não para a educação superior, mas para educação de base, que é a educação das crianças. Isso está errado? ”, argumentou.

Para o deputado José Ricardo (PT), no entanto, é tudo mentira: “Ele (presidente Bolsonaro) dizia que iria privilegiar a educação básica em detrimento do ensino superior. Ele falava isso na campanha política, tudo mentira. Isso porque ele está cortando nas universidades e cortando também da educação básica”.

O deputado petista também disse ter recebido informações da Ufam e do Ifam que existem cortes atuais e que já estão prejudicando o funcionamento das instituições.

“Eu quero que me apontem: onde vai ser cortado? ”, questionou Delegado Pablo. Ele explicou que está havendo redução de gastos em todas as pastas.

“É uma questão de adaptação à nova realidade com menos arrecadação e menos recursos. Não é uma situação exclusiva da educação, todos os ministérios estão passando por contingenciamento“, diz o parlamentar governistas.

José Ricardo argumentou que a maior prova foi o corte de 100% dos recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) no Amazonas. “Era pouco mais de R$ 100 milhões cortado, portanto, uma agressão ao povo e ao futuro do nosso país”, disse.

Segundo o petista, também foram feitos cortes nos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que estão afetando o estado com recursos da pré-escola, transporte escolar, compra de livros e ampliações das escolas.

“O corte das universidades é significativo porque nós estamos regredindo 50 anos, quando a gente lutava para ter universidades e oportunidades para a população e os jovens estudarem”, disse.

José Ricardo afirma que parece proposital o governo querer sucatear e fechar as universidades. “Mas as reações já começaram com os estudantes e professores protestando e aqui no parlamento estamos estudando medidas judiciais”, afirmou.

Foto: Reprodução/TV Câmara

Reprodução: BNC