Dom Giuliano é contra alguns pontos do Instrumentum Laboris

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O Sínodo da Amazônia começou neste domingo com uma celebração presidida pelo Papa Francisco  e concelebrada pelos cardeais recém nomeados pelo líder da igreja Católica, na Básilica São Pedro, no Vaticano. A 16ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos acontece de hoje até o dia 27 de outubro com o tema: “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

O Bispo da Diocese de Parintins, Dom Giuliano Frigeni, na entrevista concedida antes da abertura do sínodo a Central de Notícias da Amazônia (CNA7) revelou ser contra alguns pontos do Instrumentum Laboris documento que sugere e orienta as pautas do encontro e que tem recebido críticas de bispos e padres conservadores, sem contar que o sínodo também tem sido monitorado pelo governo Brasileiro e criticado por ministros de Jair Bolsonaro.

Sem entrar na polêmica e mencionar quais os pontos que discorda do documento o bispo de Parintins se limita a dizer que caberá ao sínodo corrigir as falhas. “Nós sabemos que não existe nem um documento perfeito, aliás iremos trabalhar sobre esse instrumento de trabalho chamado, em latim, de Instrumentum Laboris que tem umas falhas e caberá a cada um de nós, não denunciar, mas corrigir e tudo mais”, afirmou.

Dom Giuliano reafirma a importância da realização do Sínodo dos Bispos para Pan-Amazônia. “Agora negar o valor do sínodo acho que é um exagero de certas pessoas que não tem o juízo eclesial, ou tem uma ideia de uma igreja que não enfrenta os problemas”, concluiu.