Belém: Conheça a diversidade musical da cidade

142

Cinco jovens e muita alegria. Acompanhe o trabalho dessa banda que é sucesso por onde passa

 

Jéssica Santana | CNA7
[email protected]

Belém é um lugar cheio de diversidade, começando pela música, com ritmos que vão do carimbó ao funk. A capital paraense abriga artistas talentosos e de grande sucesso em todo o estado. A partir desta terça-feira (20), iniciaremos uma série de reportagens semanais sobre os ritmos e as bandas que estão fazendo a cabeça do público paraense.

A primeira banda é referência quando o assunto é swingueira. Conhecida por levar alegria e diversão por meio da música e da dança, a “Banda Mizerê” tem 10 anos de estrada e é composta pelos vocalistas Márcio Lira e Ruan Mendes, e pelos dançarinos Wildo Almeida, Leandro Hayne e Igor Renan. Na gíria baiana, a palavra Mizerê tem significado de alegria e descontração. E no que diz respeito a música, Mizerê, além da swingueira, mistura axé e pagode, mas com uma pegada paraense.

Integrantes da banda Mizerê. Foto: divulgação

O bancário Wildo Almeida (26) está há nove anos no grupo. Ele descreveu como é dividir o tempo entre a vida no banco e a vida de dançarino. “Eu trabalho no banco há seis anos, já a dança entrou na minha vida muito cedo, toda a minha família tem envolvimento com a dança de salão, e foi através deles que eu comecei a dançar. Não é fácil coincidir a agenda de shows com a correria do banco, mas eu amo o que faço, dançar é um refúgio, é onde mesmo com os problemas do dia a dia eu me divirto”, contou. Ele falou também o que é a banda na vida dele. “Eu nunca imaginei dançar em uma banda. Eu sou muito feliz e realizado com o que eu faço, o Mizerê é minha família, eu sei que a vida de dançarino é curta, por isso eu aproveito o máximo possível de cada momento”, completou.

Wildo Almeida – dançarino.  Foto: divulgação

Vocalista e um dos fundadores da banda, Márcio Lira (33), contou que o grupo foi criado por ele e uns amigos. “Em uma reunião nós (amigos) marcamos de cada um levar um nome como sugestão. Foi assim que surgiu o Mizerê. No começo eram dois cantores e um dançarino. Hoje somos cinco”, explica.

Márcio Lira – vocalista. Foto: divulgação

A banda hoje é uma das mais conhecidas no ritmo que tocam, são cerca de 30 shows por mês. “Na verdade, ainda não caiu a ficha do tamanho do sucesso da banda. No começo, eu nem pensava em retorno financeiro, eu só queria ser feliz. Hoje, meu sonho é que o Mizerê fique conhecido no Brasil todo”, destacou

Leandro Hayne – dançarino.  Foto: divulgação

O preparador físico e coreógrafo Leandro Hayne (27) está há quatro anos na banda. O dançarino explica que sempre teve o sonho de dançar no Mizerê. “Eu sempre comentava com meus amigos, um dia eu vou dançar no Mizerê. Eu consegui entrar na banda graças a um projeto que teve, no primeiro show do projeto. O percussionista do Mizerê me chamou e me convidou pra dançar na banda”, contou. Ele explica, também que a banda se tornou sua família. “Eu tenho um carinho imenso por cada um deles, e nós (a banda) passamos mais tempo juntos do que em nossa casa, réveillon, natal, todos os feriados nós estamos juntos. Nesse tempo a gente aproveita pra desabafar e falar um pouco de nós mesmos”, afirmou.

Igor Renan ‘Betão’ – dançarino.  Foto: divulgação

O dançarino Igor Renan (25), conhecido por Betão, está a oito anos na banda. Ele começou como “staff” (Assistentes ou equipe de auxiliares) e há cerca de cinco anos se tornou dançarino. “Foi tudo muito rápido, um dos dançarinos faltou e ficou apenas um e foi assim que eu consegui me fixar como bailarino da banda”, conta. Ele destaca o amor que sente pela música. “Eu amo o mundo da música, dançar, cantar, hoje eu costumo dizer que o Mizerê é minha primeira família. A banda abriu muitas portas pra mim, eu devo muito a eles”, ponderou.

Ruan Mendes – vocalista.  Foto: divulgação

O vocalista da banda Ruan Mendes (29) esta no Mizerê há cerca de oito anos e afirma se sentir realizado com a música. “É uma grande honra e uma grande vitória. A gente (banda) lutou muito para chegar até aqui, muitas portas se fecharam, e hoje estamos colhendo os frutos da nossa luta. É uma alegria imensa participar do A Mizerê, somos uma família” completou.

Todos os integrantes.  Foto: divulgação